quinta-feira, 1 de maio de 2008

ROTEIRO PARA A TRILHA DE CAMPOS A MONTE VERDE


Siga placas para São Bento
Depois de São Bento, siga placas para Terra Fria

Em primeiro lugar, é preciso planejar qual será o roteiro do passeio:
No nosso caso, tivemos o apoio do carro que além de servir como recurso de
segurança, nos trouxe de volta à São Paulo (ou se fosse o caso à Campos mesmo)
pois para voltar pedalando precisaríamos de mais um ou dois dias.

Se você tem experiência no pedal, ótimo, nem precisa ler as próximas linhas, mas senão tenha em mente dois pré-requisitos: treino e equipamento.

Como equipamento, não recomendo bike sem suspensão (dianteira) ou muito pesada:
recomenda-se uma boa bike, resistente e de boa marca, com menos de 14 kg.
Já comentei aqui: algumas bicicletas aparentam verdadeiros aviões, full suspension não significa nada se a bicicleta for de má qualidade.

Pneus de trilha (com cravos) são fundamentais para a segurança nas
decidas e a tração das subidas íngremes. Por fim, revise a bike e regule-a de forma mais confortável possível, não deixe o banco muito baixo (você fará força desnecessária) e
leve um kit de câmara, bomba e espátulas para o caso de um furo.


Enfim, chegando em Campos do Jordão você passará pelo portal principal, por um posto de gasolina à esquerda e na rotatória suba à esquerda uma rua que o levará as primeiras placas eu indicam o Auditório Claudio Santoro. Siga como se fosse para o auditório, e recomendo
que se informe qual das estradas desce para São Bento do Sapucaí (de terra) é bem pertinho
um pouco antes do auditório.
Você começa (veja as fotos do início da trilha aqui) descendo em direção à São Bento, impossível errar neste primeiro trecho. Você chegará a uma estrada de asfalto (informe-se no posto de gasolina) que indicará a estrada que sobe em direção à Gonçalves a poucos kilometros dali por estrada asfaltada.
Obs: como não planilhamos, passando pela Pedra fomos perguntando e seguindo placas e foi muito fácil achar pois além da simpatia de um ou outro morador da região que nos dava informações, haviam muitas placas.
O caminho de Campos a São Bento é bem fácil. No auditório você pode se informar.
É difícil achar planilhas neste sentido (pois costuma-se fazer esse passeio no sentido contrário) mas eu tenho as planilhas (Monte Verde - Campos) que segue:

http://www.hcboi.com.br/Goncalvez/MVpCJordao.htm

Eu gosto de descobrir os lugares na hora, perguntando, seguindo placas ou via GPS
Mas não custa nada se precaver então basta não seguir numa direção sem ter certeza.
Em São Bento do Sapucaí pergunte (também tem boas placas) o caminho para o Bairro de Terra Fria e a direção para Gonçalves, a metade do caminho.


Ao Pé da Pedra Chanfrada em Gonçalves-Mg, foi o nosso "Base Camp" .

Onde tem um ótimo restaurante de comida mineira.

De Terra fria à Monte Verde basta seguir as placas.

Informações: Restaurante Ao Pé da Pedra, Bairro Terra Fria (35) 9976-9434

segunda-feira, 14 de abril de 2008

BIKE SHOPS: MINHA AVALIAÇÃO


Fiz como "reportagem" para este Blog uma espécie de avaliação (das melhores ou das mais conhecidas) Bike-shops da cidade. Eu faço aqui também uma espécie de classificação básica de dois tipos de oficinas para bicicletas: uma é a "bicicletaria" outra é a "Bike-shop".

Americanismos à parte, eu acho que bicicletaria é aquela de esquina de cidade do interior (sem preconceito), mas aquela lojinha simples que vende de tudo um pouco, mas sem grande especialização. Bike Shop que se prese, possui uma equipe de mecânicos treinada e que dá atendimento aos praticantes do esporte além de comercializar bicicletas e peças.

Vale avisar: essa é uma avaliação de opinião pessoal e baseada em um único serviço ou compra
feito em cada loja. Apenas relato o que aconteceu em cada uma delas e dou as minhas impressões. Acho porém, que pode ser um excelente indicativo da forma de trabalho de cada uma pois numa primeira visita o cliente deve ser tratado da mesma forma (eficiente e transparente) seja ele um atleta do ciclismo profissional ou um mero praticante de fim-de-semana. Deve haver um bom atendimento desde a compra de uma simples câmara de ar até à aquisição de uma bicicleta de ponta.

Então vamos aos serviços utilizados e às impressões de cada uma:

01 Total Bike (Santo Amaro)

Serviço utilizado: aquisição de uma Mountain-bike nova Kona (marca promovida pela loja)para o meu irmão.
Atendimento: excelente! os vendedores nos indicaram uma bicicleta ideal para o uso
a que se pretendia, nos explicaram tudo com perfeição sobre a bicicleta e fizeram um bom
desconto à vista além de alguns brindes.

A bicicleta foi entregue com um pequeno vazamento
de óleo na suspensão, sanado em um dia útil na garantia. Ainda ganhamos duas revisões grátis
e vários conselhos e dicas sobre outros produtos que eram bem variados, principalmente em tipos de suspensões e pneus. Faltou opções às da marca Kona.

Avaliação: Para quem quer começar recomendo a Total-Bike para aquisição de uma bike nova da marca Kona tem um excelente custo-benefício em MTB. Como defeito, poderia trabalhar com maior variedade de marcas. Me disseram que uma revisão normal dura em torno de 48 hs para a entrega, se for verdade, é um ponto alto também.

Minha nota: 9,0

www.totalbike.com.br

02 Pedal Power (Vila Olímpia)

Serviço utilizado: aquisição de peças e revisões

Atendimento: excelente com uma verdadeira acessoria à respeito da compra de peças
adequadas e de qualidade indiscuível na apresentação e organização da loja.
São profissionais de nível internacional tendo mecânicos treinados e extremamente cuidadosos.

Avaliação: perfeita se não fosse o prazo de entrega da bike nas revisões que poderia ser um pouco menor, embora ainda esteja valendo a pena, pois a bike volta sem surpresas com uma regulagem impecável e sem trocas desnecessárias de peças. É pegar a bike e pedalar.
Para ser perfeita poderia ter um preço mais acessível, mas a qualidade chega a compensar.

Minha Nota: 9,5

http://www.pedalpower.com.br/


03 Anderson Bicicletas

Serviço utilizado: regulagem de câmbio, freio e troca de aros e pneus

Atendimento: Péssimo. (lembre-se que é uma impressão pessoal e posso ter tido certo azar)
Enfim, quando você entra na loja demora para ser atendido, você sente um certo ar de "confusão".
Deixei a minha bicicleta e não ganhei nenhum tipo de papel de recibo, descrição dos serviços, tudo "na palavra". Pedi apenas uma regulagem do câmbio, centramento da roda traseira e troca de pneus. Me deram um prazo de mais de uma semana. Mesmo assim no dia da entrega tomei o cuidado de ligar para saber quando estaria pronta e chegando na loja na data e horário prometidos, nem tinham começado a mexer na bike.
Fiz um orçamento para pagar com cartão visa, e com a máquina quebrada por duas semanas
só aceitavam cheque ou dinheiro (não me avisaram e fui desprevenido com outra forma de pagamento). O problema ficou na minha mão, o cliente.

Me entregaram a bike com freios bons mas absolutamente "impedalável". Um absurdo.
Me devolverem a bike com a catraca/cassete condenada. Não tinham notado o desgaste que impossibilitava pedalar com um pouco mais de força e a corrente pulava.
Obviamente não testaram a bike.
Pedi uma revisão e paguei R$ 65,00 para quê? Fora a mão de obra de colocação das rodas cobrada à parte e as peças.

Mostraram certa falta de conhecimento técnico na tentaiva de trocar a corrente para sanar o problema que persistiu. Eu ando bem de bike, mas não sou mecânico especializado e não percebi que não se tratava apenas de regulagem.
Bastava ter me avisado antes e trocar a catraca, mas me devolveram a bike um verdadeiro lixo por R$ 227,00.
A nota só não foi zero, porque me imprestaram uma bike GT no dia da entrega prometida que não ocorreu. (nada mais do que a obrigação).
Mesmo sabendo da reputação da loja (que pelo jeito não serviu para nada) me senti numa bicicletaria de esquina.
Saí de lá para a Sunny bikes na avenida morumbi que trocou o cassete em exatos 10 minutos resolvendo o problema na hora.
Avaliação: NÃO RECOMENDO A ANDERSON BICICLETAS

Minha nota: 4,5

http://www.andersonbicicletas.com.br/


04 Sunny Bikes (Avenida Morumbi)

Serviço utilizado: Troca de catraca e compra de um capacete novo
Atendimento: Prático, rápido, educado e transparente. Fui bem atendido.
Pedi um capacete bom e barato, me ofereceram um da trek, ótimo.
Fui convidado para o night bike deles que não é cobrado para participar.
Eles doam peças usadas para uma instituição, deixei algumas das minhas.

Avaliação: apesar do pouco que precisei deles, perfeito.
Tenho certeza de que é uma excelente Bike-Shop.

Minha Nota: 9,5

http://www.sunnybikes.com.br/


Half Dome (Moema)

Serviço utilizado: fiz uma limpeza "pós trilha" e a troca de pastilhas de freio, mesa
e movimento central.
Atendimento: Excelente em simpatia e recomendações. Comprei uma manopla que evita
a dor nos pulsos muito boa (uma recomendação útil).
O ponto alto é o vestuário e as
opções aos adeptos de cicloviagens e outras aventuras que podem necessitar de itens que vão além do Mountain Bike como barracas, alpinismo, trekking entre outros.
Avaliação:
Não gostei muito da revisão na bike. Apesar de terem me devolvido limpa que é o mínimo
do serviço, os freios não ficaram bons. Os da frente não paravam a bike e se o problema eram as pastilhas, deveriam ter avisado que não ia ficar bom.
Mesmo se houvesse a necessidade de troca de aros, isso deve ser avisado pelo vendedor ao cliente. Os passadores também não estavam tão ruins quanto no estado que me devolveram, acho que houve algum problema ao remontá-los.
Reconheço que os passadores de marcha não estavam impecáveis, mas também não estavam tão ruins (as molas perderam completamente a ação) quando peguei a bike de volta. Além disso o parafuso de fixação inferior tava quase caindo durante uma trilha dois dias depois.

Talvez tivesse sido melhor não mexer. Enfim, ótimo lugar para aquisição de produtos, mas talvez ainda com pouca experiência na manutenção de bicicletas. Podiam ter me ligado antes de entregar a bike alertando que o passador não ia ficar bom, avisar depois é tarde demais.
RECOMENDO COM ESTAS RESSALVAS: NÃO FAÇA REVISÃO LÁ mas tem muita variedade de marcas e produtos ótimos.

Minha Nota: 7,5

http://www.halfdome.com.br/


VEREDICTO curto e grosso:
Se você não quer ter surpresas e quer garantia:
opte pela Pedal Power, Vila Olímpia

Ps. As bike-shops lidam com prazos, competição, dias bons, dias ruins e com pessoas,
portanto releve tudo isso. Você pode ter uma excelente impressão de uma Bike Shop que
eu critiquei aqui, trata-se apenas de opinião.

Abraços

segunda-feira, 7 de abril de 2008

DEMOLIDOR BIG BIKER!!









(website) http://www.bigbiker.com.br/

(youtube) http://www.youtube.com/watch?v=0f-RAvZn_Lk







Esta primeira etapa do Big Biker aconteceu em Sto. Antonio do Pinhal.
Depois de 87 km no dia 23 em Monte Verde, voltei para a trilha.
Semana de cacetadas!
No sábado de manhá do dia 29 saí para aquecer as pernas para o Big no Domingo,
eu de Mountain e um amigo, o Vito de Speed.
Durante a pedalada fiz uma tremenda barbeiragem, ao conferir um barulhinho do câmbio da
bike me distraí e literalmente parei na traseira de um guincho!
Começou bem o fim-de-semana de "crash-tests". Cheguei a ficar tonto, enfiei o joelho no
pára-choque do veículo, um absurdo, me pergunto até agora como pôde acontecer.

Enfim, aconteceu e no dia seguinte precisava estar pelo menos 80% para a prova de bike
então haja gelo, massagem e cataflan no joelho.

Acordei (quase) bem, tomei um café reforçado, peguei o carro e saí da fazenda do meu amigo bem cedinho de Pindamonhangaba com a bike no rack do teto. Foram uns 25 minutos até Santo Antonio do Pinhal num tempo nublado de garoa fina.

Largada cheia, mais de 600 inscritos. Cheguei cedo, deu para alongar mais um pouco.
Os primeiros 4 km seriam de asfalto e não contaria no tempo do percurso (apenas deslocamento até o início da trilha).

Asfalto molhado e liso, descida, um monte de bikes a 35/40 km/h, faço o que seria a última curva do percurso pavimentado e.... pow! no meio dela um ciclista escorrega e cai.

Sem freio a disco, tentei freiar, coloquei a bike meio de lado derrapando com a roda traseira para diminuir a velocidade mas tive que optar: cair de propósito de forma mais "planejada" ou bater forte no ciclista caído. Decisão óbvia.
Cara....esta etapa do Big Biker é perigosa.
Fui para o chão e a roda traseira da minha bike bateu com força na calçada e eu, no chão.

Doeu, a batida de perna esquerda no chão e ainda a ralada no asfalto mas a preocupação era pior: os cerca de 200 cilclistas que ainda vinham atrás.
Mais uns 4 deles caíram em seguida tentando desviar de nós e levantei rapidamente para sinalizar com as mãos para que diminuíssem.

Os quatro caídos meio tontos, alguma bikes danificadas, mas tudo bem, nada muito grave.

Levantei a minha Aerotech que tinha acabado de voltar da revisão e constatei a roda traseira torta e o câmbio um pouco para dentro. Pensei na hora: não faço mais provas de mountain bike.

Destruo minha bike, me arrisco e ainda pago por isso? Não passou de raiva momentânea,
já estou louco para a próxima dia 18 de Maio em Itanhandu-Mg rs..e as outras etapas são menos técnicas e mais seguras.
Enfim, não tenho vocação para suicida, aprendi bastante com esta temporada de quedas e batidas.

Bom, segui a prova simplesmente sem freio traseiro pois com a roda torta, se deixasse o freio regulado ele ficava pegando e segurando a bike na subida então tive que aliviar o cabo.

Na subida fui pensando em algo que me deu mais energia e confiança:
Pô, se eu fizer essa prova em 4 horas e meia ainda tá muito bom, então vamos que vamos.

Isso porque eu tinha calculado que um ciclista da ponta pesa exatamente uma bicicleta igual a minha a menos (como se eu levasse duas bikes nas costas), então a idéia do Big Biker é desafiar a si próprio, ou ciclistas de mesma condição física e técnica e não querer chegar entre os primeiros a qualquer custo: o peso, a idade e o equipamento determinam quem compete com quem.

Vejam só:

Ciclista de ponta: cerca de 67 kg
Bike de ponta: cerca de 12 kg
Água e outros equipamentos: 250g + (eles só levam 0,5 L de água): 0,75 kg

Total: 79,75 kg

Eu peso: 78 kg
Minha Bike: 13,5 kg
Levei o "Camel Bak" com 1,5 L de água: 1,5 kg
Outros Equipamentos: 250 g

Total: 93,25 kg

Diferença: 13,5 Kg!! (exatamente o peso da minha bike)

Na próxima emagreço, troco os aros da bike (meio pesados os meus) e dispenso o Camel Bak?
Talvez, mas competição não é meu foco, completar o desafio já é bacana.


Isso fez com que esta etapa do Big Biker fosse o maior desafio físico pelo qual já passei, porque
depois de 10 km de subida forte e meio machucado, ainda encarei um Down Hill de trilha e lama (chamada trilha do Zig-Zag) quase sem freio. Você pensa: que diabos estou fazendo aqui??

Tive vontade de desistir várias vezes porque a perna doía e o risco de uma nova queda era evidente, mas a determinação de continuar é inexplicável: depois de tudo aquilo queria completar...e completei!! Isso é o Big Biker.
Que venha o próximo desafio.

terça-feira, 25 de março de 2008

Desafio Campos a Monte Verde











A Serra da Mantiqueira é sem dúvida um dos paraísos para a prática de Mountain Bike no Brasil, como já havia dito, tanto pela técnica quanto pelas belas paisagens.
Acho que neste aspecto as fotos falam por si só.
Nesta Quinta-Feira de 20 de março saímos de São Paulo tarde, já passavam da 1:00 da manhã pois precisávamos evitar os tradicionais congestionamentos de véspera de feriado, mas não foi só por isso: uma infinidade de detalhes a providenciar para a nossa pequena aventura: revisão das bikes, combustível e pneus do carro, equipamentos do acampamento, alimentação, roupas, além de instalar o rack para as três bikes no teto do meu carro que seria conduzido pelo Juliano.
De seis ciclistas que iam participar só dois bravos guerreiros se mantiveram: o Ivan e o Pedro, dois amigos da época do colegial e o Juliano, meu irmão, de apoio.
Contávamos com uma pick-up F-250 de um outro amigo que desistiu: sobrou para o meu Fiesta novinho (se chovesse muito, seria pior) mas pelo menos o carro não era 1.0 e foi bem valente nas subidas carregado até não poder mais.
Obs. Não recomendo essas estradas para carros muito baixos e com lama só 4x4 ou bem altos porque com chuva a coisa piora.


Chegamos em Pindamonhangaba na fazenda de um tio por volta das 3:00 da manhã e fomos direto para cama (direto mesmo, nem tiramos nada do carro) para descansar ao máximo (horário nada aconselhável para quem enfrentaria quase 90 km de trilha no pedal).
Enfim, acordamos cedo e fomos abastecer o carro (melhor sair de tanque e barriga cheios) e lá na lojinha do posto mesmo tomamos café da manhã em Pinda. Calibramos os pneus das bikes (usamos bem duros, 55 libras para trilha) o que ajuda por um aspecto (bike mais leve) e atrapalha por outro (bike menos aderente às pedras na subidas e mais dura nas descidas). Optei por deixá-las mais leves e “agüentar” o tranco.

Depois da subida ainda de carro, chegando em Campos, logo que passamos o portal da cidade viramos à esquerda onde existe uma estrada que leva ao Auditório Cláudio Santoro
e perto de lá uma estrada já de terra, início da trilha.
Tudo pronto, abastecidos de água, óculos, capacete e seguimos em frente.
De cara um inesperado “Down Hill” de uns 4 km dava falsa sensação de “moleza” para a estrada que estava por vir. Gonçalves é mais baixo do que Campos, mas nem tanto pensei.
Aproveitei para aquecer o corpo e “me joguei” na trilha a 40-50 km/h em alguns trechos.
Pouco depois chegaram o Pedro e o Ivan, mas o Pedro sem suspensão dianteira, já começava a sofrer com as Pedras.







Seguimos pela estrada com vistas lindas da Pedra do Baú e das montanhas da Mantiqueira em direção à São Bento do Sapucaí. Chegando na cidade encontramos um pessoal de bike que nos indicou o caminho: 8 km de asfalto, depois à esquerda na estrada de terra chegando no “trevo” e morro acima para subir tudo de novo o que tínhamos descido de uma vez só:
ou seja, passamos por um vale.
Já perto da subida que voltaria a ser de terra, encontramos um pessoal meio diferente com mochilas grandes e rádio na mão saindo do meio do pasto: era uma galera que acabava de pousar de paraglyder vindos do alto da Pedra do Baú (que não estava tão perto assim, portanto um vôo e tanto). Nesse momento tive a exatidão do lugar em que estávamos pois do alto da Pedra do baú lembro de ver um vale mais ou menos onde fica o Acampamento Paiol Grande para quem conhece.
O Juliano deu carona com o carro para um deles que tinha o rádio de comunicação sem sinal e nos prometeram um belo desconto quando quiséssemos saltar um dia. Descansamos um pouquinho, nos preparamos para a subida e eu avisei:
- Acabou a moleza galera, estão vendo aquela montanha bem alta lá na frente?
Vamos subir.
E não é que a subida foi mesmo difícil? Tão difícil que os meus companheiros tiveram que “pular essa parte” e colocaram as bikes na capota do carro. Eu segui em frente com a certeza de que depois daquela pirambeira (já estávamos a uns 25 km desde Campos) já estaríamos perto do “Base Camp” em Gonçalves. Sugeri que eles seguissem de carro e que já fossem procurando o Camping e foi o que fizeram.
Essa foi a parte mais difícil da subida: ela ficava cada vez mais íngrime, o clima estava uma mistura de sol queimando de um lado com nuvens pretas ameaçando chover do outro lado e eu não conseguia pedalar direito porque as pedras ainda eram soltas.
Desci da bike e a empurrei por cerca de 40 minutos subindo, um passo depois do outro.
Minha energia estava acabando e tomei um daqueles energéticos de maltodextrina, que me deu um “turbo” e melhorou bastante, consegui subir de novo na magrela e tomei coragem pensando na gostosa descida que me aguardava.
Boa recompensa, cheguei no topo do morro com uma belíssima vista da cidade de São Bento do Sapucaí e comecei um trecho muito agradável entre plano e descida entre as árvores.
Começava a surgir uma vegetação mais típica do sul de minas e Monte Verde com mais araucárias e árvores altas entre outras texturas interessantes da vegetação da Mantiqueira.
Neste ponto encontrei o pessoal voltando para me avisar que encontraram um lugar bacana para acampar: continuei de bike acompanhando o carro... o objetivo era não subir de jeito nenhum no carro apesar de cansado já com 43 km de pedalada entre asfalto, terra, descidas e subidas íngimes de muita pedra.
Afinal era um pequeno desafio, quem sabe o primeiro de outros mais ousados de bike.

Chegando lá, bacana mesmo! Uma pequena roça ao pé de uma Pedra com um restaurantinho de comida mineira do gente boníssima Sr. Antonio.
Combinamos o jantar que ficaria pronto em 20 minutos, tempo para armar a barraca e começar a chover quando já estávamos sentados no abrigo do restaurante comendo.
Gente boa também esse tal de São Pedro porque acabou o jantar e a chuva também.
Armamos a barraca e curtimos a segunda atração do passeio depois de pedalar, acampar é muito gostoso nessa região. Fogueira, uma Lua de fazer sombra e muitas risadas e histórias.
Noite maravillhosa: lembrei e senti falta de alguns amigos que gostaria que tivessem lá com a gente. (principalmente, um bom lugar para voltar com uma namorada)





O plano era: acordar cedo, sem embromação, arrumar tudo e cair no pedal.
Plano cumprido, seguimos confiantes até que a ladeira de Pedra novamente apareceu na nossa frente. Eu que tinha descansado muito bem à noite, subi sem problemas.
O pulso do Pedro estava doendo muito por causa da falta da suspensão dianteira e ele desistiu no começo da subida. Foi muito bem de qualquer forma, mas não tem jeito, tem que treinar e a suspensão é fundamental para esse tipo de terreno.
Uma das principais vantagens da suspensão dianteira: poupar os braços e pulsos do ciclista.
O Ivan também pegou uma caroninha com o carro na subida mas logo voltou a pedalar comigo mais à frente.
Faltavam “uns 40 km” (sic) até Monte Verde como dizia a curiosa placa.

Depois desta subida curtimos o que foi para mim o trecho mais gostoso de pedalar: começamos com o terceiro “down hill’ da pedalada e nesse eu exagerei, quando por muito pouco não fui para o chão numa depressão da trilha. Fui olhar para trás para ver onde o Ivan estava (burrice a minha) e perdi a concentração entrando a uns 40 km/h num buraco que não sei como saí meio que saltando e caindo milagrosamente ainda em cima da bike.
Foi um aviso: se eu caísse lá era o fim do passeio e quem sabe alguns dias no hospital.
Já falei sobre descer morro por aqui no Blog: é uma delícia mas é preciso ter absoluta concentração, dosar os freios, usar o corpo. Uma pequena distraída pode significar chão!
Depois dessa descida e algumas curvas, esperamos um trator que arrumava a estrada.

Estando ainda inteiro, continuamos por uns 15 km muito gostosos de curvas, piso plano e rendendo bastante. Só de gatorade, eu bebi uns 2 litros (de dia é calor).
Algumas bifurcações, algumas perguntas para moradores locais e chegamos mais ou menos no km 60 a 27 do final numa nova subida. O Ivan estava indo bem, mas muito menos treinado uma hora também desistiu, agora era só eu no meu próprio desafio.
Bom, também afinal eu que inventei esse negócio, tenho que me matar de pedalar mas acabar em Monte Verde em cima da bike.
Alguns trechos de curvas, passa um riacho aqui, uma porteira ali e quando eu menos esperava...sim! Ladeira de novo, e outra para não botar defeito.
Servindo como consolo estar entre belíssimas árvores e a pouquíssimos km de Monte Verde. Aquela deveria ser a última pirambeira da pedalada, mas eu já estava como um motorzinho, parece que o corpo se adapta aquela situação. É um exercício psicológico interessante administrar a força do corpo, a energia e a ansiedade.
Pedalei legal em primeira marcha tentando não precisar descer de novo da bike para empurrar porque isso fazia perder muito tempo. Consegui fazer essa ladeira das árvores no em cima da minha companheira bicicleta.
Enfim, uma placa marrom simples, curta e grossa: MONTE VERDE
Que legal. Mas queria chegar o asfalto, como planejei. Uma reta, uma descida, mais uma subidinha para detonar de vez e ...asfalto! Cheguei, que gostoso. Poderia ir até a rua principal, até o Camping, mas chega! Tô exausto. Coloquei a bicicleta no rack e fomos procurar o camping.
Barracas prontas, tudo certo, banho tomado, deixamos as bikes no teto do carro mesmo e
Fomos curtir Monte Verde. Uma cantina italiana...ahhh Canelloni.




Acabamos numa cervejaria de importadas.
Erdinger, Paulaner, Guiness, Spaten, Oettinger...
Depois de alguns “gatorades frutas cítricas” aquilo era o paraíso.
Todo o desafio cumprido merece ser comemorado.
Abraços

segunda-feira, 10 de março de 2008

Pegando Estrada de Mountain: troque os pneus.

Este fim de semana fiz uma pedalada diferente:
Nem trilha nem avenida: estrada!
55 km com média de 26km/h na estrada de Tremembé
a Campos do Jordão.
Deu voltade de estar numa "speed" que aliás tentei acompanhar
(dois ciclistas treinando também) mas não deu:
As speeds rendem muito na estrada e só segurei ao lado deles
uns 2 km num trecho de serra depois adios!
Haja fôlego. Os caras sumiram.
Aproveito para dar a dica sobre pneus: usei pneus lisos pois
só ia pegar asfalto. Não "detone"seus pneus de trilha importados
se for só andar em asfalto! Não vale a pena, compre lisos mais
Vale uma olhadinha.
Abraços.

quinta-feira, 6 de março de 2008

Night Bike
















A primeira vez que participei de um passeio noturno
de bicicleta em São Paulo foi há 15 anos atrás embora
muita gente ache que é novidade.
Saíamos da Anderson Cycles em Santo Amaro na Avenida Adolfo Pinheiro e seguíamos pela cidade.
Existia algumas diferenças com
os passeios de hoje, principalmente quanto ao ritmo e segurança.


Éramos mais ou menos 40 ciclistas e alguns líderes monitores que
abriam e fechavam o comboio. Na época, o trânsito de São Paulo era
incrivelmente menor. Segundo o Detran-Sp de 1993 para 2003 só
a frota de motocicletas triplicou.
Isso é facilmente percebido para quem pedalava na época...
Lembro-me que por volta das 22:00 a cidade começava a ficar deserta
e até "sinistra" não fosse a companhia de outros 30 cilclistas para animar a pedalada.
O interessante é que na época, no fim do passeio nos dispersávamos e cada um ia para a sua casa (pelo menos no nosso grupo) mas hoje em dia acabamos no ponto de encontro e cada um (a maioria) coloca a sua magrela no carro e vai embora. E quem tem coragem de pedalar uma Giant ou uma Scott novinha por São Paulo à meia noite??
Na época eu nem tinha carteira de motorista ainda, então a sensação de liberdade em duas rodas era emocionante.
Passávamos pelo minhocão absolutamente vazio em verdadeiros rachas de bike (hoje em dia os "night bikers" em geral parecem mais assustados e prudentes, antigamente era visto meio como "coisa de louco" mesmo.
Pensando bem, não dá mais para arriscar. É impressionante o movimento de carros muitas vezes encontramos engarrafamentos quando já passam das 23:00 por isso é preciso certa disciplina.
Acostumei a chamar a atividade de "Night Bike" embora seja este o nome criado por uma das pioneiras da atividade no Brasil a Fotógrafa Renata Falzoni. http://www.falzoni.com/
Enfim, parei por uns bons anos desde 1993 e voltei a praticar ciclismo noturno (já a uns 4 anos).
Como eu já disse, para iniciantes na bike é ótimo pois nem todos os grupos andam forte, tem grupos "light" para quem está começando como no do Sampa Bikers http://www.sampabikers.com.br/
(procure em Passeio Noturno) que ajuda ao ciclista a se familiarizar com os equipamentos, com a bike e ainda obter dicas sobre formas corretas de regular e aproveitar a sua bicicleta nos mais diversos lugares.
Sempre tem alguém dando uma boa dica e você não se sente numa panela de atletas: também sempre tem alguém pedalando pela primeira vez (isso nos passeios mais tranquilos).
Descobre-se que não só de comes e bebes vive o Paulistano à noite.
Mas o principal de tudo: a sensação boa de conhecer a cidade por novos ângulos e curtir a brisa noturna no rosto e ainda fazendo um bom e agradável exercício. Vale a pena!
Abs.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Serra do Quebra-Cangalha: Pindamonhangaba




Neste fim de semana do dia 16 de Março fui à Pinda para treinar um pouco para o
nosso passeio da Páscoa (Monte Verde) e para o Big Biker.

A surpresa foi que o tal treino virou também um passeio muito agradável, afinal o legal da Mountain
Bike e Trekking (a pé) é justamente isso: contato com paisagens interessantes e explorar a natureza de fato.
Lá fui eu sozinho explorar as antigas terras das fazendas de Café e sentir cheiro de mato molhado.

Fui para a tal cruzinha onde gosto de descer em Down Hill a todo vapor (veja o post
sobre o Down Hill). Mas desta vez continuei pela estrada e cheguei à conclusão que aquilo
era uma das coisas que mais gostava de fazer: seguir de bike sem rumo, explorando.


O Blog ainda está engatinhando e eu posso também me considerar um iniciante mesmo com
5 anos de MTB, mas espero nunca deixar este esporte de lado. Ainda vou colocar aventuras
cada vez mais ousadas nesse meu diário de pedal. Que visual! que silêncio! e que ar!
E olha que não precisei ir até a Patagônia, até os Andes: é só Pinda.


É muito bom estar com uma companhia agradável durante uma pedalada ou até entre um grupo de
pessoas, mas a paz e concentração que se consegue pedalando assim sozinho é muito prazerosa.

Pensei durante o caminho: quem não curte de vez em quando ficar sozinho ? Quando não se tem nada para
esconder para si mesmo, de vez em quando é muito bom.

Nada de turista em seus jipinhos cheios de equipamentos inúteis, nada de monitores e guias chatos,
nada de forçar a barral. Pô algum equipamento é necessário, também gosto de competição de jipes e
tal mas é importante se colocar de vez em quando de frente com a natureza de forma mais discreta, silenciosa.

Algo triste em certas provas de MTB é a infinidade de saquinhos de gel que largam pelo caminho.
Mesmo tendo uma coleta no final, é meio esquisito aquilo.

O interessante destas estradinhas de Pinda é isso: poderia ser um lugar cheio de pousadas e campings, mas percebam como cada vez mais o canto dos pássaros ou o som de uma cachoeira é interrompido pelo barulho de um quadriciclo, de uma moto de trilha ou do motor a diesel de um Jipe num lugar dito turístico.
Os "Eco-chatos-turistas". Nem precisamos falar só de bike: a última vez que subi a Pedra de Agulhas Negras em
Itatiaia me senti no meio de um evento de alpinismo de tanta gente.

Espero que o Brasil não vire aqueles lugares onde as placas para lá e para cá dominam:
"CUIDADO", "FAÇA AQUILO", "NÃO FAÇA ISSO" (só falta semáforos)
como é nos Usa cheio de "Warnings" e "Cautions".

Sinceramente, para mim perdeu a graça visitar a Pedra do Baú em Campos do Jordão-Sp
num feriado por exemplo. O mesmo vale para Agulhas Negras, em Itatiaia, no Rio de Janeiro.
Muita gente! Tagarelando, comendo, falando, às vezes até gritando e o pior: deixando lixo.

Cheguei a presenciar uma briga de um casal em plena escalada da Pedra.
Não se trata de não gostar de gente... mas tudo tem um limite (não estamos no shopping).
Que bom que nem sempre é assim e é só evitar determinadas épocas.
Por isso adoro pedalar nessa serra em Pinda:
você encontra um ou outro caipira à cavalo e no máximo um fusquinha valente de um morador da região.

A minha dica então é essa: pegue uma bicicleta e saia discretamente num fim de semana sozinho ou em ótima companhia para um lugar como este (sem grandes referências turísticas) para entender do que estou falando. Você encontra animais que não costumam aparecer tão facilmente, ouve sons que não perceberia durante uma "excurção de jipes" e não é interrompido por "naves urbanas".
Converse com o seu corpo purifique a sua mente fazendo do que seria um treino de bike uma experiência realmente diferente. Mais um fim-de-semana nota dez.

Dados:

De Pindamonhangaba-Sp à "Cruzinha": 24,8 km
Serra do Quebra Cangalha, altura do km 92 da Via Dutra seguindo
pelas estradas de terra em direção à Serra.
Km Total da pedalada: 57 km incluindo trecho pela cidade.

Abraços!!

P.S.
O BLOG SOBRE TRILHAS E AVENIDAS ADVERTE: NÃO LEVE COLEGAS DE TRABALHO CHATOS PARA A TRILHA. ELES PODEM TE LEMBRAR DE ALGO QUE VOCÊ NÃO QUEIRA NEM PENSAR NAQUELA HORA.

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Big Biker 2008 !!!

O Big Biker é uma prova interessante por vários aspectos.
Em primeiro lugar pelos locais escolhidos, que considero
pelo menos na região Centro Oeste como das melhores
para prática de Mountain Bike:

- Santo Antonio do Pinhal (próximo a Campos do Jordão, Pedra do Baú)
- São Luís do Paraitinga-Sp (cidadezinha muito simpática)
- Itanhandu- Mg (outra cidadezinha mineira simpática, daquelas com Igrejinha e praça)

As montanhas, o clima, as paisagens, nem se fala: limpam a alma

São lugares muito bonitos por um lado e muito técnicos por outro aspecto
para que gosta da competição. Subidas longas, descidas nervosas, curvas.
No meu caso (não sou um atleta profissional) claro que gosto de melhorar resultados
mas sempre participo pela diversão e adrenalina que o evento traz.
Uma forma perfeita de sair um pouco da rotina da cidade grande e
desafiar a si próprio.
Na primeira prova que participei eu fui o famoso "prego". Talvez para os "pró" eu ainda seja rs.
Quadro de tamanho errado (uma trekzinha antiga) pouco treino, pneu inadequado e ainda no
meio do caminho perdi um celular e uma caramanhola de água rs eeeeta prego!

Um desastre! Fiquei a 15 km de completar a prova e voltei de jipe, exausto, o que
eles chamam de vassourinha que resgata os que ficaram no caminho.
O legal foi que eu insisti, comprei uma bike adequada ao meu tamanho e ao
uso aprendi treinando sozinho e no ano passado já consegui ficar no meio
do bolo na minha categoria. Ou seja, se fosse na formula um já não seria uma
Minardi, quem sabe uma Jordan ou uma Sauber.

Este ano quero caprichar! Treinar e melhorar minha classificação mas sem
passar dos limites da saúde, forçar demais. O legal é curtir o clima, a paisagem
o ar puro, as disputas com a turma que está no mesmo ritmo, a adrenalina dos down hills,
mas principalmente completar! ahh o mais gostoso.
Aconselho para quem curte Mountain Bike! Você faz até amizade nos cerca de 6o km de trilha.

Vá numa primeira experiência sem medo e se não der para completar paciência:
você aprende muito sobre a modalidade numa única prova!

Imformações no site: http://www.bigbiker.com.br/principal.htm

Abraços!

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Começo de ano é fogo...

Só Chove!!!
Está cada vez mais difícil para um Paulistano ciclista.
Meu consolo é um carnaval com boas trilhas
por Pindamonhangaba e Campos.
Não é possível que não pare. Senão vou na lama mesmo...
E dia 22/23 de março está confirmado o passeio até
Monte Verde que estou organizando: promete fotos
bem legais por aqui.
(vai ficar mais interessante e ter a primeira aventura reportada)
e principalmente devo passar todas as dicas de hospedagem caminhos etc.
Quem sabe não aproveito também para divulgar mais o Blog e ver se não
rende alguma boa receita em Monte Verde para o meu de culinária

Ps. O meu outro Blog "desenho no prato" está temporariamente fora do ar
mas volta com novidades

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

HISTÓRIA DO MOUNTAIN BIKE

Alguns amigos malucos com idéias de transformar bicicletas comuns em off-roads e descer ladeiras
abaixo: estava inaugurado o Mountain-Bike.
Dica muito interessante do meu amigo Giovanni, vale a pena conferir o site e o filme
com a participação de um dos inventores do MTB Gary Fisher:

http://www.klunkerz.com/


Abraços

TRAJETOS URBANOS

Primeiro vou classificar minhas sugestões ao meu modo para todos os fôlegos:

Começando: 20 a 25 km (Parques fechados, estradas de terra sem movimento, com pouca subida)
Esquentando: 25 a 30 km (circuito urbano, ou estradas de terra com algumas subidas)
Boa Forma: 30 a 45 km (circuito urbano ou trilhas de terra bem batida com subidas)
Ótima Forma: 45 a 80 km (“Single Tracks” e pequenas viagens)
Experiente: 50 a 100 km (estradas mistas, viagens e trilhas fechadas)
Profissional: (viagens longas de 100 km por dia em circuito misto)

Seguem algumas sugestões de passeios de bike para todas as formas físicas e gostos começando por uma ‘Boa Forma” (30 a 45 km) que costumo fazer quase todo o sábado saindo da minha casa.

‘TRAJETO DOS PARQUES” 45 km
01 Morumbi, Avenida Morumbi (Você pode sair do Parque Burle Marx, conheça o Parque que é muitíssimo bonito , embora dentro não possa a bike, mas deixe seu carro lá no estacionamento e volte depois). Não esqueça de zerar o odômetro.

02 Ponte do Morumbi, atravesse e pegue a Berrini à esquerda, Berrini até a
Av. dos Bandeirantes.

03 Rua Funchal, Avenida Juscelino Kubischek em direção à Sto Amaro

04 Atravessa a Av. Sto Amaro, Parque do Ibirapuera, dá umas voltinhas por lá de bike.

05 Volta pela Juscelino, sobe a Sto Amaro à direita sobe à direita em direção à
Joaquim Floriano

06 Desce até a Av. Faria Lima, e vai embora em direção ao Largo da Batata

07 do Largo da Batata, vai em direção à Praça Panamericana pela
Av. Prof. Fonseca Rodrigues

08 Passando a Praça Panamericana siga em frente até chegar ao Parque Villa Lobos à esquerda. Conheça o Parque também muito bonito e (esse a bike entra!)

09 Retorne à Avenida Prof. Fonseca Rodrigues e siga até a bifurcação onde você pegaria a Av. Faria Lima novamente, desta vez vire à sua esquerda pela Rua dos Juris e dê umas voltinhas pela Vila Madalena nas ruas Morato Coelho, Fidalga etc (gostoso de pedalar por lá) e depois siga até a Rua Teodoro Sampaio por onde você pode conhecer a Feira de Antiguidades depois subindo até a Oscar Freire.

10 siga pela Oscar Freire à esquerda da Teodoro e vá em direção ao Jardins, també gostoso de pedalar. Desça pela Rua Augusta, siga em direção à Av. Faria Lima, volte para a Juscelino Kubischek e pegue a Berrini novamente para voltar para o Morumbi pela
ponte.

Km Total: 45 km
Velocidade Média: 20 km/h (forte) 13 km/h (passeio)Duração do Passeio (andando): cerca de 2 horas e 40 min

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

DICAS DE MANUTENÇÃO PREVENTIVA

Em primeiro lugar deveria vir a dica de qual bike comprar para quem ainda nem tem uma:
isso faço com mais calma depois para cada perfil de pedalada (que são vários).
No meu caso eu montei a bike em casa, então fiz a bicicleta com os componentes que cabiam no meu bolso no maior custo-benefício possível sem ser um doce na boca de ladrões.
Fiz uma bike para Single Track, por isso usei um quadro robusto
relativamente leve e não tão caro com os componentes:

Freios: conjuto de manetes Shimano Deore, V-Brake Gts

Passadores independentes: Sram Sx-4 (única alavanca para troca e redução, mas a indepen
dente Sx-5 é melhor, manos manutenção e trocas de marcha mais suaves)

Câmbio Dianteiro: Shimano Alivio (bom e barato)

Câmbio traseiro: Sram SX-5 (muito robusto, ótimo)

Pé-de-Vela Coroas e corrente: Shimano conjunto Deore /corrente IG

Suspensão Dianteira: Boa! ProShock E-50 (50 mm, optei por pouco curso mas até que leve)
Este é um item que pode melhorar (ainda mais leve e de maior curso)

Manutenção:

CORRENTES E TRANSMISSÃO
Nunca, jamais utilize óleos em spray tipo WD40 ou de bisnaga tipo "singer" para lubrificar, apenas para limpar.
Mesmo que o seu avô diga que é bom, ou que na embalagem tenha o desenho de uma bicicleta: são inadequados. Este tipo de óleo é para limpeza, não para lubrificação da transmissão.
Use lubrificante próprio para a sua condição de uso. Isso aumenta drasticamente a vida útil da dos componentes.
Existem próprios para bicicleta e próprios para o seu uso: eu coloco os tipo "dry" que são feitos para repelir poeira (que parecem uma cera) e existe em qualquer bike-shop ou na Decathlon.
A marca se chama "Finish Line", mas tem nacionais semelhantes nas Bike-Shops.
Os lubrificantes para lama são bem engraxados e para cidade são líquidos, mais parecidos com óleo. Bike não gosta muito de lama, faz parte, mas procure evitar entrar em poças fundas à toa.
FREIOS
Mantenha-os regulados de forma que estejam sensíveis à manete e de forma que as pastilhas estejam movimentando-se simetricamente. Lubrifique o interior dos cabos e se for o caso os substitua. (os cabos enferrujam por dentro)
RODAS
Mantenha as rodas centradas para preservar o câmbio e melhorar a frenagem, allém disso uma roda bem centrada evita desgaste desnecessário de pastilhas.
CÂMBIO
Um câmbio mal regulado pode destruir a sua bicicleta: desde as rodas ao próprio componente que pode quebrar durante uma troca mal encaixada, quando a bicicleta fica fazendo barulho e o sistema todo taravando.

Atento a estes itens básicos de manutenção, vale mais a dica de evitar molhar muito a bike.
Bike não gosta muito de água.
Pode até lavar com água, mas sem jatos muito fortes. Lave, seque e lubrifique.
Mantenha ela limpa porém seca depois de uma trilha. (vale a pena)

Depois de tudo isso você vai querer me matar, mas sabe qual a melhor forma de fazer isso e ganhar tempo:
Levar para uma bela revisão numa boa Bike-Shop. Pelo menos quando ela estiver muito ruim.
Mas cuidado, fuja das bicicletarias de esquina. (inclusive estas em hipermercados)
Quando está tudo desregulado é sem dúvida a melhor opção.

Chega a custar uns 50 reais mas vale muito a pena! Aí é só mantê-la limpa e lubrificada.
Sem querer fazer propaganda, mas quando levo aminha na Pedal Power na Vila Olímpia em São Paulo ela sempre volta nova! São profissionais da bike e eu recomendo.
Mas existem várias outras excelentes como a Total Bike, a Half Dome e a Anderson Biciletas.

Enfim: Bike limpa, regulada e lubrificada: é para a vida toda.

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

BICICLETA É MEIO DE TRANSPORTE

Certa vez entrando da Paulista na Bela Cintra levei a fechada de um táxi.
Um taxista mal-humorado num Corsa Sedan pareceu fazer de propósito,
como quem quer se vingar de você que está se divertindo enquanto ele trabalha.
Apesar de aconselhar o contráio eu ainda achava que valia a pena tirar satisfações.
E o peguei no semáforo fechado e fui reclamando ao estilo Paulistano:
- Pô meu! Cuidado aí cara! Você não me viu? Eu ainda sinalizei!
E o “simpático” taxista quase cuspindo respondeu: Vai andar de bicicleta no Ibirapuera!
(como se eu estivesse “andando por aí” para me divertir)
Na verdade eu, como fiz questão de retrucar, expliquei que como ele eu estava trabalhando
indo para em Higienópolis pois lá é impossível estacionar.
Ainda deu tempo de pedir para ele ler o código de trânsito.
Enfim, estou querendo chegar no ponto do título deste post.

Os números explicam melhor:

Morumbi-Higienópolis numa quarta-feira às 8:30 da manhã

Trajeto: 14 km
Tempo:

De carro....55 min, até estacionar 1h.
De Bike.....40 min

Velocidade média aferida:

De carro... 14 km/h
De bike.... 18 km/h

Emissões:

Carro ... Co2 e resíduos tóxicos vários

Bike.... 0

Enfim, sem querer provar o que parece evidente, até quando teremos que esperar pelo óbvio no Brasil?
Na França e em outros países Europeus por exemplo existem sistemas integrados para o uso da bicicleta...pública! E funciona. Sonho com o dia em que poderei deixar o meu carro em casa, parar a bike em uma caixa com chave no metrô e seguir para onde quiser.
Uma amiga minha usou o sistema em Paris e me escreveu:

(...)Enfim, sim, o design das bikes é animal e o sistema em que elas funcionam é mais bacana ainda. É um aluguel diário, semanal ou até anual com preços baixos para facilitar um transporte público e limpo. Aliás, a Europa toda anda de bike. Fantástico! Em Paris são vários estacionamentos espalhados pela cidade, você retira as bicicletas com uma senha e depois estaciona em qualquer outro estacionamento das tais bicicletas. A senha vale pelo período escolhido e pago por você, na própria máquina do estacionamento.
Super profissional, rápido e útil. E, assim, se vê Paris de bike, respirando o ar parisiense e curtindo aquela cidade linda de morrer! (...) (Ana Paula)

Eu poderia sair do Morumbi até o Metrô e fazer o trajeto que mencionei em até 20 min.
Para quem não pode ou não quer pedalar, o carro elétrico ganha força como solução (óbvia)
quando a idéia está na liberdade de ir e vir voluntariamente.

http://g1.globo.com/Noticias/Carros/0,,MUL187700-9658,00-MONTADORAS+FRANCESAS+E+ITALIANAS+LIDERAM+REDUCAO+DE+CO.html

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

PEDALANDO NA CIDADE: São Paulo

Algumas dicas para quem quer começar...

Segurança

Eu tenho um conceito de segurança que pode ser um pouco polêmico:
Acho que se você precisa ficar pensando muito nas regras de segurança como algo obrigatório ou imposto durante um esporte perigoso, é porque não está suficientemente treinado.
Não são portanto regras pois delas a prefeitura se encarrega.
Veja em http://www.nightbikers.com/bicicleta/codigo.htm
As providências devem ser quase naturais devem estar “óbvias” para você
(inclusive para curtir mais o passeio).

A forma mais segura de pedalar pela cidade na minha opinião portanto é treinar
mais e sempre. Na dúvida prefira um lugar mais seguro mesmo
(como um parque fechado e estradas de terra de pouco movimento).
As minhas dicas do que deve ser treinado e assimilado não devem ser vistas como
regras mas como algo que se percebe andando por aí.

01 Ande ligeiro

Não precisa andar como um louco mas ande rápido pois a diferença de velocidade entre o ciclista e os carros representa um dos maiores perigos.
Quando você está acompanhando a velocidade de um carro em cerca de 25 a 35 km/h nas ruas e avenidas com trânsito lento o motorista o vê como um veículo pois você está sinalizado, ocupando a rua e rápido como ele.
Quando o fôlego diminuir caia imediatamente para a direita e claro, dê a preferência ao carro: não queira disputar espaço com um ônibus de três toneladas!
Falo que depende de treino pois os sentidos serão treinados entre eles principalmente a capacidade de visão periférica e a audição.

02 Imponha respeito

Sinalize com firmeza! Por lei o ciclista tem permissão de trafegar na rua o que não significa obviamente atira-se na frente dos veículos. Use as mãos como Seta e Assobio ou buzina.
Chame a atenção do motorista e procure entender o que o carro da frente ou de atrás vai fazer, não tente advinhar mas estaja absolutamente atento ao movimento do trânsito, as setas e as preferências.
Nunca desafie um motorista principalmente sozinho, ele pode por exemplo estar armado!
Eu já me meti em confusão com um motorista em função de uma fechada e mesmo com razão me arrependi: não vale a pena se irritar. O convívio com os carros é inevitável, pois pelas calçadas: simplesmente não é possível pedalar por elas entre buracos desníveis e pedestres desatentos.
Muitíssimo cuidado também com carros estacionados, um deles pode ter a porta derrepente sendo aberta na sua frente.
Evite andar nos corredores junto com as motos, isso requer enorme experiência e cuidado.
Só o faça em situações seguras, onde os carros andam devagar e em fila indiana.
Os ônibus e motoqueiros costumam ser meio “intolerantes” portanto haja sem desafiá-los com simpatia, peça permissão de passagem ou se for o caso conceda-a. Prefira advertir um motorista ou pedestre com educação ao xingá-lo.

03 Não “relaxe”

Infelizmente, pedalar na cidade não é exatamente uma atividade “relaxante” a não ser que você esteja muito acostumado. Esqueça walkmans e I-pods, você precisa dos ouvidos e 100% da atenção o tempo todo.


04 Roupas e Sinalização

Esqueça um pouquinho também a moda, mesmo que você se sinta estranho, use óculos de proteção e capacete. Se você quer pedalar de chapelão de mexicano, uma praia seria o lugar mais adequado.
Use também roupas próprias para ciclismo como por exemplo uma camiseta “dry-fit”ou blusas de cores fortes. À noite o farol dianteiro e a lanterna traseira são indispensáveis.
Um bom lugar para comprar estes itens é a loja Decathlon em São Paulo e Campinas: http://www.decathlon.com.br/


Como treinar então?
A dica é começar participando de grupos de pedalada que organizam passeios para iniciantes por exemplo, o Sampa Bikers é um dos mais completos com mais dicas de manutenção e até de postura sobre a bicicleta, além de roteiros turísticos e principalmente: circuitos urbanos feitos através de passeios noturnos como o “nignt bike” ou de fins-de-semana que são perfeitos para entrar de cabeça nesta atividade.
Se você pretende usar a bicicleta como transporte, um bagageiro traseiro vale a pena para levar uma mochila com as coisas do trabalho e evite peso nas costas que tiram a sua mobilidade.
É isso aí! Dicas de quem já rodou bastante por aí!

Abraços

Renato

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Down Hill: para bikers experientes

Down Hill é simples: descer morro. Quando a sua bike é mais rápida e a adrenalina se compara à à prática de motocross. Alguns "conceitos" de pilotagem são até parecidos.

Como exemplo relato a descida na Serra do quebra-cangalha em Pindamonhangaba.
Com o ombro machucado, por pouco eu não me quebro e me escangalho.
Sim, para fazer um Down Hill "solto" é perigoso e muitos sites de Mountain Bike prudentemente nem aconselham para iniciantes no esporte: requer técnica e treino.
A descida é "nervosa" com pedras, trechos escorregadios e rampas.
Existem muitos lugares bacanas para fazer um down hill, de vez enquando falerei de um que fiz por aqui.

São cerca de 10 km até o que chamamos de "cruzinha" uma mini-capela lá em Pindamonhangaba.
Você sobe uma ladeira ainda mais inclinada à esquerda da capela e segue até acabar a subida.
Faz meia volta...
Aí é só descer de volta! Adrenalina garantida.

CUIDADO!!! Pedalando sempre à direita pois pode vir carro ou cavalo no sentido contrário.
Já tive que me dobrar para frear diante do gado que por vezes escapa dos cercados.
Se você largar o pé, chega a atingir até 62 km/h mesmo sendo terra, mas as curvas surpreendem. BIKE TB MATA: NÃO SE EMPOLGUE DEMAIS

Dica: não trave muito os braços na bike, desça fora do banco e use o bastante o corpo para levar a bike ao trajeto. Desça de pé e com os pedais alinhados.
(um pedal baixo pode atingir uma pedra alta)

Sentado você corre o risco de pegar um buraco e ser jogado para cima, principalmente nas bikes "hardtail" que não tem suspensão traseira como a minha.
Se você curte mesmo fazer down hills, uma full-suspension é mais adequada. Existem algumas verdadeiras enganações no mercado, suspeite de "fulls" muito baratas.
Aconselho mesmo pesquisar em bike-shops especializadas e não ter vergonha de perguntar tudo.
Freie sempre ANTES de entrar na curva e contorne-a um pouco mais "solto" pois freando forte você pode escorregar derrepente. Use a regra: freio traseiro para diminuir e dosar a velocidade, freio dianteiro para acentuar a frenagem e parar. Você também pode descer "esquiando" com a roda traseira, mas é preciso testar se você conseguiria parar com os freios da frente em seguida.
O perigo é começar "esquiando" e perder o recurso do freio, pois a traseira já está travada.
Sensibilidade portanto se adquire com treinos que vão de pouca a muita dificuldade.

Coloque seu corpo pouco inclinado para trás (braço esticado) e procure fazer as tomadas e tangências das curvas
(como se fosse um carro de fórmula um ou Rally) você deve se prevenir tendo espaço de estrada para escapar numa curva mais fechada que te surpreenda.
Descer absorvendo as irregularidades com o corpo não significa tb segurar fraco: firmeza na mão.
Use os braços como se fossem amortecedores acompanhando o terreno.

FUNDAMENTAL: Suspensão dianteira. A traseira para este caso é vantagem a mais.

FREIOS: teste-os num morro acentuado antes. Você deve ter a capacidade de descer bem devagarinho quase parando num morro de muito declive.
AROS e RAIOS: devem ser de qualidade, eu já corri risco percebendo que três deles estavam quebrados no final da descida. Evite as pancadas desnecessárias. Nem precisava falar: capacete e checar os freios. Não confie demais neles. Enfim, acho que não precisa ser profissional para curtir um Down Hill, basta ser prudente e começar com a humildade de um marinheiro de primeira viagem.

Abraços