segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

HISTÓRIA DO MOUNTAIN BIKE

Alguns amigos malucos com idéias de transformar bicicletas comuns em off-roads e descer ladeiras
abaixo: estava inaugurado o Mountain-Bike.
Dica muito interessante do meu amigo Giovanni, vale a pena conferir o site e o filme
com a participação de um dos inventores do MTB Gary Fisher:

http://www.klunkerz.com/


Abraços

TRAJETOS URBANOS

Primeiro vou classificar minhas sugestões ao meu modo para todos os fôlegos:

Começando: 20 a 25 km (Parques fechados, estradas de terra sem movimento, com pouca subida)
Esquentando: 25 a 30 km (circuito urbano, ou estradas de terra com algumas subidas)
Boa Forma: 30 a 45 km (circuito urbano ou trilhas de terra bem batida com subidas)
Ótima Forma: 45 a 80 km (“Single Tracks” e pequenas viagens)
Experiente: 50 a 100 km (estradas mistas, viagens e trilhas fechadas)
Profissional: (viagens longas de 100 km por dia em circuito misto)

Seguem algumas sugestões de passeios de bike para todas as formas físicas e gostos começando por uma ‘Boa Forma” (30 a 45 km) que costumo fazer quase todo o sábado saindo da minha casa.

‘TRAJETO DOS PARQUES” 45 km
01 Morumbi, Avenida Morumbi (Você pode sair do Parque Burle Marx, conheça o Parque que é muitíssimo bonito , embora dentro não possa a bike, mas deixe seu carro lá no estacionamento e volte depois). Não esqueça de zerar o odômetro.

02 Ponte do Morumbi, atravesse e pegue a Berrini à esquerda, Berrini até a
Av. dos Bandeirantes.

03 Rua Funchal, Avenida Juscelino Kubischek em direção à Sto Amaro

04 Atravessa a Av. Sto Amaro, Parque do Ibirapuera, dá umas voltinhas por lá de bike.

05 Volta pela Juscelino, sobe a Sto Amaro à direita sobe à direita em direção à
Joaquim Floriano

06 Desce até a Av. Faria Lima, e vai embora em direção ao Largo da Batata

07 do Largo da Batata, vai em direção à Praça Panamericana pela
Av. Prof. Fonseca Rodrigues

08 Passando a Praça Panamericana siga em frente até chegar ao Parque Villa Lobos à esquerda. Conheça o Parque também muito bonito e (esse a bike entra!)

09 Retorne à Avenida Prof. Fonseca Rodrigues e siga até a bifurcação onde você pegaria a Av. Faria Lima novamente, desta vez vire à sua esquerda pela Rua dos Juris e dê umas voltinhas pela Vila Madalena nas ruas Morato Coelho, Fidalga etc (gostoso de pedalar por lá) e depois siga até a Rua Teodoro Sampaio por onde você pode conhecer a Feira de Antiguidades depois subindo até a Oscar Freire.

10 siga pela Oscar Freire à esquerda da Teodoro e vá em direção ao Jardins, també gostoso de pedalar. Desça pela Rua Augusta, siga em direção à Av. Faria Lima, volte para a Juscelino Kubischek e pegue a Berrini novamente para voltar para o Morumbi pela
ponte.

Km Total: 45 km
Velocidade Média: 20 km/h (forte) 13 km/h (passeio)Duração do Passeio (andando): cerca de 2 horas e 40 min

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

DICAS DE MANUTENÇÃO PREVENTIVA

Em primeiro lugar deveria vir a dica de qual bike comprar para quem ainda nem tem uma:
isso faço com mais calma depois para cada perfil de pedalada (que são vários).
No meu caso eu montei a bike em casa, então fiz a bicicleta com os componentes que cabiam no meu bolso no maior custo-benefício possível sem ser um doce na boca de ladrões.
Fiz uma bike para Single Track, por isso usei um quadro robusto
relativamente leve e não tão caro com os componentes:

Freios: conjuto de manetes Shimano Deore, V-Brake Gts

Passadores independentes: Sram Sx-4 (única alavanca para troca e redução, mas a indepen
dente Sx-5 é melhor, manos manutenção e trocas de marcha mais suaves)

Câmbio Dianteiro: Shimano Alivio (bom e barato)

Câmbio traseiro: Sram SX-5 (muito robusto, ótimo)

Pé-de-Vela Coroas e corrente: Shimano conjunto Deore /corrente IG

Suspensão Dianteira: Boa! ProShock E-50 (50 mm, optei por pouco curso mas até que leve)
Este é um item que pode melhorar (ainda mais leve e de maior curso)

Manutenção:

CORRENTES E TRANSMISSÃO
Nunca, jamais utilize óleos em spray tipo WD40 ou de bisnaga tipo "singer" para lubrificar, apenas para limpar.
Mesmo que o seu avô diga que é bom, ou que na embalagem tenha o desenho de uma bicicleta: são inadequados. Este tipo de óleo é para limpeza, não para lubrificação da transmissão.
Use lubrificante próprio para a sua condição de uso. Isso aumenta drasticamente a vida útil da dos componentes.
Existem próprios para bicicleta e próprios para o seu uso: eu coloco os tipo "dry" que são feitos para repelir poeira (que parecem uma cera) e existe em qualquer bike-shop ou na Decathlon.
A marca se chama "Finish Line", mas tem nacionais semelhantes nas Bike-Shops.
Os lubrificantes para lama são bem engraxados e para cidade são líquidos, mais parecidos com óleo. Bike não gosta muito de lama, faz parte, mas procure evitar entrar em poças fundas à toa.
FREIOS
Mantenha-os regulados de forma que estejam sensíveis à manete e de forma que as pastilhas estejam movimentando-se simetricamente. Lubrifique o interior dos cabos e se for o caso os substitua. (os cabos enferrujam por dentro)
RODAS
Mantenha as rodas centradas para preservar o câmbio e melhorar a frenagem, allém disso uma roda bem centrada evita desgaste desnecessário de pastilhas.
CÂMBIO
Um câmbio mal regulado pode destruir a sua bicicleta: desde as rodas ao próprio componente que pode quebrar durante uma troca mal encaixada, quando a bicicleta fica fazendo barulho e o sistema todo taravando.

Atento a estes itens básicos de manutenção, vale mais a dica de evitar molhar muito a bike.
Bike não gosta muito de água.
Pode até lavar com água, mas sem jatos muito fortes. Lave, seque e lubrifique.
Mantenha ela limpa porém seca depois de uma trilha. (vale a pena)

Depois de tudo isso você vai querer me matar, mas sabe qual a melhor forma de fazer isso e ganhar tempo:
Levar para uma bela revisão numa boa Bike-Shop. Pelo menos quando ela estiver muito ruim.
Mas cuidado, fuja das bicicletarias de esquina. (inclusive estas em hipermercados)
Quando está tudo desregulado é sem dúvida a melhor opção.

Chega a custar uns 50 reais mas vale muito a pena! Aí é só mantê-la limpa e lubrificada.
Sem querer fazer propaganda, mas quando levo aminha na Pedal Power na Vila Olímpia em São Paulo ela sempre volta nova! São profissionais da bike e eu recomendo.
Mas existem várias outras excelentes como a Total Bike, a Half Dome e a Anderson Biciletas.

Enfim: Bike limpa, regulada e lubrificada: é para a vida toda.

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

BICICLETA É MEIO DE TRANSPORTE

Certa vez entrando da Paulista na Bela Cintra levei a fechada de um táxi.
Um taxista mal-humorado num Corsa Sedan pareceu fazer de propósito,
como quem quer se vingar de você que está se divertindo enquanto ele trabalha.
Apesar de aconselhar o contráio eu ainda achava que valia a pena tirar satisfações.
E o peguei no semáforo fechado e fui reclamando ao estilo Paulistano:
- Pô meu! Cuidado aí cara! Você não me viu? Eu ainda sinalizei!
E o “simpático” taxista quase cuspindo respondeu: Vai andar de bicicleta no Ibirapuera!
(como se eu estivesse “andando por aí” para me divertir)
Na verdade eu, como fiz questão de retrucar, expliquei que como ele eu estava trabalhando
indo para em Higienópolis pois lá é impossível estacionar.
Ainda deu tempo de pedir para ele ler o código de trânsito.
Enfim, estou querendo chegar no ponto do título deste post.

Os números explicam melhor:

Morumbi-Higienópolis numa quarta-feira às 8:30 da manhã

Trajeto: 14 km
Tempo:

De carro....55 min, até estacionar 1h.
De Bike.....40 min

Velocidade média aferida:

De carro... 14 km/h
De bike.... 18 km/h

Emissões:

Carro ... Co2 e resíduos tóxicos vários

Bike.... 0

Enfim, sem querer provar o que parece evidente, até quando teremos que esperar pelo óbvio no Brasil?
Na França e em outros países Europeus por exemplo existem sistemas integrados para o uso da bicicleta...pública! E funciona. Sonho com o dia em que poderei deixar o meu carro em casa, parar a bike em uma caixa com chave no metrô e seguir para onde quiser.
Uma amiga minha usou o sistema em Paris e me escreveu:

(...)Enfim, sim, o design das bikes é animal e o sistema em que elas funcionam é mais bacana ainda. É um aluguel diário, semanal ou até anual com preços baixos para facilitar um transporte público e limpo. Aliás, a Europa toda anda de bike. Fantástico! Em Paris são vários estacionamentos espalhados pela cidade, você retira as bicicletas com uma senha e depois estaciona em qualquer outro estacionamento das tais bicicletas. A senha vale pelo período escolhido e pago por você, na própria máquina do estacionamento.
Super profissional, rápido e útil. E, assim, se vê Paris de bike, respirando o ar parisiense e curtindo aquela cidade linda de morrer! (...) (Ana Paula)

Eu poderia sair do Morumbi até o Metrô e fazer o trajeto que mencionei em até 20 min.
Para quem não pode ou não quer pedalar, o carro elétrico ganha força como solução (óbvia)
quando a idéia está na liberdade de ir e vir voluntariamente.

http://g1.globo.com/Noticias/Carros/0,,MUL187700-9658,00-MONTADORAS+FRANCESAS+E+ITALIANAS+LIDERAM+REDUCAO+DE+CO.html

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

PEDALANDO NA CIDADE: São Paulo

Algumas dicas para quem quer começar...

Segurança

Eu tenho um conceito de segurança que pode ser um pouco polêmico:
Acho que se você precisa ficar pensando muito nas regras de segurança como algo obrigatório ou imposto durante um esporte perigoso, é porque não está suficientemente treinado.
Não são portanto regras pois delas a prefeitura se encarrega.
Veja em http://www.nightbikers.com/bicicleta/codigo.htm
As providências devem ser quase naturais devem estar “óbvias” para você
(inclusive para curtir mais o passeio).

A forma mais segura de pedalar pela cidade na minha opinião portanto é treinar
mais e sempre. Na dúvida prefira um lugar mais seguro mesmo
(como um parque fechado e estradas de terra de pouco movimento).
As minhas dicas do que deve ser treinado e assimilado não devem ser vistas como
regras mas como algo que se percebe andando por aí.

01 Ande ligeiro

Não precisa andar como um louco mas ande rápido pois a diferença de velocidade entre o ciclista e os carros representa um dos maiores perigos.
Quando você está acompanhando a velocidade de um carro em cerca de 25 a 35 km/h nas ruas e avenidas com trânsito lento o motorista o vê como um veículo pois você está sinalizado, ocupando a rua e rápido como ele.
Quando o fôlego diminuir caia imediatamente para a direita e claro, dê a preferência ao carro: não queira disputar espaço com um ônibus de três toneladas!
Falo que depende de treino pois os sentidos serão treinados entre eles principalmente a capacidade de visão periférica e a audição.

02 Imponha respeito

Sinalize com firmeza! Por lei o ciclista tem permissão de trafegar na rua o que não significa obviamente atira-se na frente dos veículos. Use as mãos como Seta e Assobio ou buzina.
Chame a atenção do motorista e procure entender o que o carro da frente ou de atrás vai fazer, não tente advinhar mas estaja absolutamente atento ao movimento do trânsito, as setas e as preferências.
Nunca desafie um motorista principalmente sozinho, ele pode por exemplo estar armado!
Eu já me meti em confusão com um motorista em função de uma fechada e mesmo com razão me arrependi: não vale a pena se irritar. O convívio com os carros é inevitável, pois pelas calçadas: simplesmente não é possível pedalar por elas entre buracos desníveis e pedestres desatentos.
Muitíssimo cuidado também com carros estacionados, um deles pode ter a porta derrepente sendo aberta na sua frente.
Evite andar nos corredores junto com as motos, isso requer enorme experiência e cuidado.
Só o faça em situações seguras, onde os carros andam devagar e em fila indiana.
Os ônibus e motoqueiros costumam ser meio “intolerantes” portanto haja sem desafiá-los com simpatia, peça permissão de passagem ou se for o caso conceda-a. Prefira advertir um motorista ou pedestre com educação ao xingá-lo.

03 Não “relaxe”

Infelizmente, pedalar na cidade não é exatamente uma atividade “relaxante” a não ser que você esteja muito acostumado. Esqueça walkmans e I-pods, você precisa dos ouvidos e 100% da atenção o tempo todo.


04 Roupas e Sinalização

Esqueça um pouquinho também a moda, mesmo que você se sinta estranho, use óculos de proteção e capacete. Se você quer pedalar de chapelão de mexicano, uma praia seria o lugar mais adequado.
Use também roupas próprias para ciclismo como por exemplo uma camiseta “dry-fit”ou blusas de cores fortes. À noite o farol dianteiro e a lanterna traseira são indispensáveis.
Um bom lugar para comprar estes itens é a loja Decathlon em São Paulo e Campinas: http://www.decathlon.com.br/


Como treinar então?
A dica é começar participando de grupos de pedalada que organizam passeios para iniciantes por exemplo, o Sampa Bikers é um dos mais completos com mais dicas de manutenção e até de postura sobre a bicicleta, além de roteiros turísticos e principalmente: circuitos urbanos feitos através de passeios noturnos como o “nignt bike” ou de fins-de-semana que são perfeitos para entrar de cabeça nesta atividade.
Se você pretende usar a bicicleta como transporte, um bagageiro traseiro vale a pena para levar uma mochila com as coisas do trabalho e evite peso nas costas que tiram a sua mobilidade.
É isso aí! Dicas de quem já rodou bastante por aí!

Abraços

Renato

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Down Hill: para bikers experientes

Down Hill é simples: descer morro. Quando a sua bike é mais rápida e a adrenalina se compara à à prática de motocross. Alguns "conceitos" de pilotagem são até parecidos.

Como exemplo relato a descida na Serra do quebra-cangalha em Pindamonhangaba.
Com o ombro machucado, por pouco eu não me quebro e me escangalho.
Sim, para fazer um Down Hill "solto" é perigoso e muitos sites de Mountain Bike prudentemente nem aconselham para iniciantes no esporte: requer técnica e treino.
A descida é "nervosa" com pedras, trechos escorregadios e rampas.
Existem muitos lugares bacanas para fazer um down hill, de vez enquando falerei de um que fiz por aqui.

São cerca de 10 km até o que chamamos de "cruzinha" uma mini-capela lá em Pindamonhangaba.
Você sobe uma ladeira ainda mais inclinada à esquerda da capela e segue até acabar a subida.
Faz meia volta...
Aí é só descer de volta! Adrenalina garantida.

CUIDADO!!! Pedalando sempre à direita pois pode vir carro ou cavalo no sentido contrário.
Já tive que me dobrar para frear diante do gado que por vezes escapa dos cercados.
Se você largar o pé, chega a atingir até 62 km/h mesmo sendo terra, mas as curvas surpreendem. BIKE TB MATA: NÃO SE EMPOLGUE DEMAIS

Dica: não trave muito os braços na bike, desça fora do banco e use o bastante o corpo para levar a bike ao trajeto. Desça de pé e com os pedais alinhados.
(um pedal baixo pode atingir uma pedra alta)

Sentado você corre o risco de pegar um buraco e ser jogado para cima, principalmente nas bikes "hardtail" que não tem suspensão traseira como a minha.
Se você curte mesmo fazer down hills, uma full-suspension é mais adequada. Existem algumas verdadeiras enganações no mercado, suspeite de "fulls" muito baratas.
Aconselho mesmo pesquisar em bike-shops especializadas e não ter vergonha de perguntar tudo.
Freie sempre ANTES de entrar na curva e contorne-a um pouco mais "solto" pois freando forte você pode escorregar derrepente. Use a regra: freio traseiro para diminuir e dosar a velocidade, freio dianteiro para acentuar a frenagem e parar. Você também pode descer "esquiando" com a roda traseira, mas é preciso testar se você conseguiria parar com os freios da frente em seguida.
O perigo é começar "esquiando" e perder o recurso do freio, pois a traseira já está travada.
Sensibilidade portanto se adquire com treinos que vão de pouca a muita dificuldade.

Coloque seu corpo pouco inclinado para trás (braço esticado) e procure fazer as tomadas e tangências das curvas
(como se fosse um carro de fórmula um ou Rally) você deve se prevenir tendo espaço de estrada para escapar numa curva mais fechada que te surpreenda.
Descer absorvendo as irregularidades com o corpo não significa tb segurar fraco: firmeza na mão.
Use os braços como se fossem amortecedores acompanhando o terreno.

FUNDAMENTAL: Suspensão dianteira. A traseira para este caso é vantagem a mais.

FREIOS: teste-os num morro acentuado antes. Você deve ter a capacidade de descer bem devagarinho quase parando num morro de muito declive.
AROS e RAIOS: devem ser de qualidade, eu já corri risco percebendo que três deles estavam quebrados no final da descida. Evite as pancadas desnecessárias. Nem precisava falar: capacete e checar os freios. Não confie demais neles. Enfim, acho que não precisa ser profissional para curtir um Down Hill, basta ser prudente e começar com a humildade de um marinheiro de primeira viagem.

Abraços